Bahia de todos os sexos

Bahia de todos os sexos

30 de novembro de 2009 5 Por Mauricio Oliveira

Cheia de charme e transbordando alegria, Salvador possui um encanto particular aos turistas gays e lésbicas: a harmoniosa convivência entre as diferenças

Basta uma visita a Salvador para entender por que a cultura da Bahia exerce tanta influência sobre o resto do Brasil. A cidade deixou de ser a capital do país em 1763, mas o comportamento liberal do povo baiano continua envolvendo os forasteiros, que levam para casa muitas das lições aprendidas. Além de seduzir os viajantes, a cidade sabe como poucas misturar história e cultura singulares com dezenas de quilômetros de praias democráticas.

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Viajantes gays e lésbicas têm um componente a mais na singular experiência de visitar Salvador: sexo é um assunto tão corriqueiro para o soteropolitano que é bastante natural se confundir a respeito da sexualidade de alguns e quase impossível não acabar se apaixonando, mesmo que de maneira leve, pela ginga baiana. Ou por algum morador da cidade…

É por essas e outras que os baianos e as baianas insistem – e conseguem – provar aos demais brasileiros (e também ao resto do mundo) como é mais saudável, além de mais gostosa, a convivência entre diferentes sexos, raças e credos. Miscigenação e pluralidade que são a essência da famosa “baianidade”.

E o melhor lugar para entender como se dá o sensual e mestiço sincretismo de Salvador é onde tudo começou: a área central, desde sempre dividida entre a Cidade Baixa, no nível do mar, e a Cidade Alta, implantada no alto dos morros que contornam a orla. Programe a expedição para um dia de semana (quando o movimento de pessoas é maior) e procure não ostentar objetos de valor (há um certo risco sempre presente, tanto de dia quanto à noite, de algum inconveniente.

E prevenir é sempre a melhor alternativa). De preferência, opte por começar o passeio pelo Mercado Modelo. O centro de compras reúne muitos dos cheiros e das cores que marcam a cultura baiana. O coentro e o cominho são onipresentes, mas a infinidade de farinhas, como a de mandioca, impressiona. Também estão lá os ingredientes de pratos típicos como o vatapá, o caruru e o acarajé. O bolinho, aliás, é preparado pelas típicas baianas em esquinas de toda a cidade.

Atrás do Mercado Modelo está o Elevador Lacerda, que liga a parte baixa do centro de Salvador à Cidade Alta. O ascensor proporciona uma estonteante vista panorâmica do contorno da Baía de Todos os Santos e da dramática luminosidade do céu da cidade. Ao chegar ao topo, siga direto pela Rua Chile até a Praça da Sé. E sorria: você chegou ao badalado Pelourinho, conjunto de igrejas e casas dos séculos 16, 17 e 18 que compõem o mais charmoso circuito de lojas, pousadas e restaurantes da cidade. Caminhe pelas vielas, visite as principais igrejas e entre nas lojinhas de artesanato.

Só não se deixe enganar por propostas inusitadas, muitas vezes de cunho sexual, dos vendedores ambulantes da famigerada fitinha do Senhor do Bonfim e outras lembrancinhas. Pode acreditar: ofertas estranhas e suspeitas podem ser tão comuns em Salvador como a música axé, o candomblé ou a capoeira.

Baianidade gay nagô

Se do lado da Baía de Todos os Santos a cidade esbanja história e cultura, do lado do oceano ela se espraia por dezenas de quilômetros de praias que agradam a todos que vivem ou estão de passagem pela cidade. O divisor literal das águas soteropolitanas é o bairro da Barra, com o Farol que delimita o fim da área central da cidade e da baía.

É ali que está a simpática praia do Porto da Barra, disputada por gays, lésbicas, bi, trans, modernos e hippies durante as tardes de sábado e em todos os dias de verão. A ferveção descolada acontece, aliás, desde os anos 60, quando Gil e Caetano, Gal e Bethânia davam pinta por lá. Mas as dezenas de quilômetros de praias de mar aberto da capital baiana reservam muitas outras surpresas, tanto em suas águas mornas e limpas quanto na areia batida, ideais para a prática dos esportes, do lazer e da paquera.

A Barraca do Gaúcho Tchê Biruta é um dos points mais modernos da orla e fica do outro lado da cidade, no extremo norte da orla, precisamente na praia de Stella Maris. Sua elevada concentração de gente bonita justifica a visita, apesar da distância.

A Praia dos Artistas, por sua vez, é o caldeirão assumidamente gay do litoral soteropolitano. Poucos metros defronte ao Esporte Clube Bahia, há um bolsão de estacionamento de onde se avistam as bandeiras do arco-íris esvoaçando entre a avenida e a praia. Sábado e domingo são os dias mais movimentados nos quiosques GLS da praia.

O fervo, porém, também acontece durante a semana, sobretudo no período entre o Ano Novo e o Carnaval. A barraca pioneira da região é a Aruba, centro do basfond praiano com shows de drags e muita “caçação” depois do pôr-do-sol. A barraca República reúne um povo que mantém a compostura durante o dia, mas ferve ao som de música eletrônica a partir do final da tarde.

E a cabana Bahamas é o lugar de quem procura um pouco mais de sossego e um cardápio com opções variadas. Comida e bebida, aliás, não faltam por toda orla soteropolitana. Além da cerveja gelada e do queijo coalho tostado –  iguaria que cruzou fronteiras e conquistou o Centro-Sul –  nas barracas encontram-se pratos típicos nordestinos como os caldinhos, os escondidinhos e as muitas espécies de crustáceos do litoral da região

Portanto, não se preocupe em levar mantimentos e, tampouco, guarda-sóis para a praia – no nordeste, quem garante o conforto são os quiosques, cujos funcionários oferecem mesas e cadeiras aos clientes, além de abrigo para o sol inclemente.

CENA DOCE BÁRBARA

Um dos points mais fervidos da noite é o Beco da Off, nome dado à Rua Dias D’Ávila porque é no imóvel de número 33 da travessa que está a Off Club, boate que há cinco anos domina a cena eletrônica soteropolitana. A via de apenas um quarteirão concentra bares e creperias que funcionam a partir das 20h como chill in do clube cujas portas abrem às 23h30 das sextas-feiras e dos sábados. Homens e mulheres ficam nas mesinhas da calçada e aproveitam para apreciar a vista para o mar, já que a viela começa no trecho oceânico da praia da Barra. O vento marítimo é constante e serve de refresco para o calor da multidão, especialmente no Carnaval, quando o movimento acontece 24 horas.

Já entre as opções soteropolitanas, para quem prefere começar a noite em um bar mais confortável, uma boa dica é o Marquês (Rua Marquês de Caravelas, 148), também na Barra. É ali que o povo mais moderno e arrumado, mas não menos descontraído, se reúne antes da balada.

Outras ruas que têm tradição na noite gay de Salvador são o Beco dos Artistas e a Carlos Gomes, ambas nas proximidades da Praça Dois de Julho, no Campo Grande. Mas fique atento, com grande parte dos habitués composta por um público GLS jovem, o movimento nos bares de ambos os logradouros costuma começar cedo e terminar cedo também, antes da meia-noite.

O Beco dos Artistas, particularmente, faz parte da história da noite de Salvador. Seus bares eram o ponto de encontro do povo da contracultura, doces bárbaros ou novos baianos, que circulavam pelo Teatro Castro Alves (ali do lado) nos idos das décadas de 60 e 70. O espírito libertário talvez não esteja mais lá, mas o charme de seus bares ainda justifica uma visita.

E na Carlos Gomes, o fervo continua madrugada adentro no clube Caverna, na altura do número 616. Todo decorado com carpetes e espelhos, o lugar é um clássico soteropolitano quando o assunto é show de transformistas. Outra tradição soteropolitana é a Tropical News, no simbólico número 24 da Rua Nilton Prado, 24 (Gamboa de Cima), boate com mais de 30 anos que dedica sua programação ao ecletismo musical e às performances de drags e travestis.

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