Sidney – Tão longe, tão perto, tão gay

Bela como o Rio de Janeiro e gay-friendly como São Francisco, a maior cidade da Austrália tem praias e piscinas onde a diversidade sexual dá o tom, mais de dez bairros gays e uma vida noturna de dar inveja

Maior cidade da Austrália, Sydney tem vários motivos para sua comunidade LGBT se orgulhar. Afinal, são mais de dez distritos, dentro da área urbana, onde a diversidade sexual dá o tom. A começar pela Oxford Street, que, de tanta fama, se tornou um dos principais pontos turísticos da cidade.

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A área residencial na região da Bondi Beach é uma das preferidas de gays e lésbicas

Acostumados a comparações, os australianos costumam dizer que Sydney é tão GLS quanto São Francisco. Será? Além da infinidade de bairros gays, a cidade também é sede do maior carnaval gay do planeta – o Mardi Gras –, que, em 2008, chegou a seu 30º aniversário e promete ainda mais atrações para a próxima edição, que acontece em março de 2009 (veja box ao lado).

Outra comparação comum entre os locais – chamados Sydneysiders – é afirmar que, no quesito belezas naturais, a única metrópole no planeta a sua altura é o Rio de Janeiro. O relevo das duas cidades é incomparável, afinal, a rival australiana também é beira-mar, mas situa-se em uma baía recortada por suaves escarpas onde o clima subtropical oferece uma paisagem distinta da carioca. A perspectiva de Sydney a partir do oceano, porém, é tão singular quanto a do Rio de Janeiro.

Planejada, a cidade é um exemplo de preservação ambiental e sabe tirar proveito – sem destruir – de cada parcela de céu, terra e água que tem disponível. Dois dos melhores locais para observar essa combinação única são a Harbour Bridge, uma ponte que cruza a entrada do porto, e a Opera House, construída no centro da baía e principal símbolo arquitetônico de Sydney.

Mas se os visuais que se tem da cidade a partir do oceano são singulares, a vista que se tem da metrópole, a partir do topo da Sydney Tower, é de tirar o fôlego. Com 305 metros de altura, a torre é a maior edificação da cidade e oferece 360 graus de vista para o inesquecível conjunto que define a cidade: belas construções, muito verde, mar azul e um céu quase sempre sem nuvens. Dali, também é possível entender um pouco da geografia gay da metrópole.

Bairros gays – A Oxford Street, que divide os bairros de Darlinghurst e Surry Hill, é o centro da cultura gay de Sydney desde a década de 1960. Ali estão os cafés e lojas onde durante o dia a bandeira do arco-íris flameja livremente. E onde durante a noite, clubes e bares fervilham. Nos últimos dez anos, porém, a famosa rua perdeu o clima de gueto, acolhendo cada vez mais simpatizantes.

E a comunidade se expandiu para outras regiões. Um exemplo dessa expansão são os redutos de Potts Point e Elizabeth Bay, que reúnem os adeptos da cultura das label e pool parties. Há uma explicação para essa concentração de festas ao ar livre: além de estar ao lado de Kings Cross, principal bairro boêmio de Sydney, as duas vizinhanças têm a melhor vista para a zona portuária da cidade australiana.

MARDI GRAS: MUITO ALÉM DE UM CARNAVAL GLS

Imagine um festival nos moldes do Carnaval brasileiro, mas organizado por gays e lésbicas e destinado para celebração e diversão da comunidade. Esse evento existe: recebe o nome de Mardi Gras e acontece há mais de 30 anos durante o verão, em Sydney.

Principal manifestação pública de rua da Austrália e um dos mais concorridos eventos do calendário LGBT mundial, o Mardi Gras é mais do que um carnaval ou uma parada gay. É um festival que dura quase um mês e inclui mais de 100 eventos sociais, esportivos e artísticos.

Em 2009, o Mardi Gras chega à sua 31ª edição com o tema Nations United (Nações Unidas). Começa no dia 15 de fevereiro e segue até o dia 28, quando acontece a Harbour Party, com público previsto de mais de cinco mil pessoas em uma área do porto em frente à Opera House. Chega a seu auge no dia 7 de março, quando acontece o desfile de rua Mardi Gras Parade. E termina com a Mardi Gras Party, festa que deve reunir mais de 20 mil pessoas entre os dias 7 e 8.

“Gostaríamos de ver visitantes de todas as partes desfilando em nossa Parada e exibindo bandeiras e cores de suas nações. E adoraríamos ver brasileiros participando e nos ajudando a produzir um documento em favor dos direitos globais da comunidade LGBT”, convida Damien Eames, organizador do Mardi Gras. O calendário completo do festival estará disponível a partir de 10 de dezembro, no site oficial www.mardigras.org.au.

Ao norte da Oxford Street está Paddington, bairro dos gays endinheirados de Sydney. A poucos passos da praia, sua cobiçada orla reúne uma colorida miscelânea de antigos casarões em estilo vitoriano, todos com janelões e terraços voltados para o mar. Ali perto, mas do lado do interior, está outro bairro imperdível: Leichhardt. E não é à toa que a vizinhança ocupada originalmente por imigrantes da Itália é conhecida como Dykeheart: as lésbicas dominam a área e convivem em perfeita harmonia com a comunidade italiana, suas cantinas e suas cafeterias.

As meninas, aliás, também são responsáveis pelo clima friendly de outro dos principais redutos GLS da cidade: Newtown. Elas foram as primeiras a ocupar o imenso subúrbio de grandes sobrados com jardins bem cuidados. Os rapazes, porém, descobriram também as vantagens de viver de maneira tão bucólica, e, atualmente, o bairro rivaliza com Darlinghurst e Surry Hill pelo título de centro gay da cidade. Não longe dali está Erskinville, outro núcleo com jeitão de condomínio, mas com predominância homossexual. De volta à área central, há o bairro de Redfern, que até bem pouco tempo era um dos mais perigosos e insalubres da cidade. Mas, por conta de sua localização privilegiada combinada aos baixos aluguéis, foi adotado há alguns anos por artistas, o que tornou a região uma das mais gays e descoladas da metrópole, com muitas galerias, ateliês e cafés.

O movimento noturno é intenso na região da Oxford Street

NOITE ECLÉTICA

Além da ferveção praiana, Sydney oferece uma infinidade de opções de diversão noturna como bares e restaurantes, boates e pubs. Oxford Street é o centro da cena gay local, mas outras áreas de Darlinghurst, bem como Paddington e Newtown, reúnem muitos points GLS da cidade.

Se você pretende começar sua noite em um local realmente fervido e hype, então você tem duas opções: o Slide (Oxford Street, 41) e o bar do Bank Hotel (King Street,324 – Newtown). Buscando um tradicional bar de lésbicas? Então vá ao The Sly Fox (Enmore Road, 199 – Enmore). Se prefere uma noitada com shows de drags e muita afetação, então o bar Stonewall (Oxford Street, 175) é boa opção de destino. E se a noite já está terminando e você não sabe para onde ir, então o The Colombian (Oxford Street, esq. Crown Street) pode ser a sua salvação.

Há muitos clubes na cidade, mas os mais recomendáveis são o The Midnight Shift (Oxford Street, 85), um ícone com mais de 25 anos de existência, e o Arq (Flinders Street, 16 – Taylor Square), onde invariavelmente todos tiram as camisas ou camisetas em algum momento da noite.

Clima de resort – E existem as praias de Sydney. Se há um quesito, aliás, em que a cidade se assemelha realmente ao Rio de Janeiro é a mistura de vida urbana com clima de resort. A diferença é que Sydney tem mais de 37 praias, a maioria com núcleos onde a comunidade gay confraterniza nos dias de calor. Próximas ao vitoriano bairro de Paddington, estão as duas faixas da orla onde a freqüência de gays e lésbicas é predominante. Uma delas é North Bondi, a mais famosa da cidade, com muita azaração durante o dia e constante clima de competição das mais belas sungas e biquínis. A outra é Tamarama, também conhecida como Glamarama, onde o flerte é mais descarado, rolando desde o fim da tarde até a hora em que o último aventureiro desejar.

Outras faixas onde gays e lésbicas predominam são Obelisk e Lady Jane. A diferença, porém, é que elas são freqüentadas pelos adeptos do naturismo, ou seja, por aqueles que preferem rolar totalmente nus na areia, antes de mergulhar no mar (também sem roupa de banho). Mas já que a idéia de rolar na areia não agrada a todos, Sydney também se abre para o lazer aquático em clubes públicos com piscinas, onde a freqüência gay também é notável. A maior e mais tradicional delas é a Andrew “Boy” Charlton, mas é da North Sydney Olympic Pool que se tem a vista mais estonteante da Harbour Bridge e da Opera House. E existe a Redleaf Pool, situada sobre uma colina à beira-mar e rodeada por arbustos cuidadosamente cuidados e repletos de nichos onde os mais animados se reúnem para piqueniques.



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Mauricio Oliveira: Turista. Viajante. Social Media Marketing. Jornalista. Fotógrafo. Webdesigner. Videomaker. Blogueiro. Empreendedor. CEO do Trilhas e Aventuras e criador de inovadoras ações de marketing de turismo, o BlogTur e o VIPBloggers. Ama o que faz no seu trabalho e nas horas vagas também gosta de viajar. Siga no Twitter e no Instagram, curta no Facebook, assista no Youtube e circule Mauricio Oliveira no Google Plus.

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